quinta-feira, 22 de junho de 2017

A mesma melancolia


o poema citado
é este

Acordei em ligeiro sobressalto
dentro de um
familiar cenário:

ônibus apagado
e gelado de ar condicionado

pela janela, a serra
parecia
de tão escura

uma massa de treva
noite adentro.

Pensei em escrever,
enquanto melancólico
esfregava olhos

um poema sobre isso.

Mas lembrei que já o fizera
há três anos

o mesmo cenário

a mesma serra noturna

o mesmo ar gelado

a mesma melancolia

          déjà vu

                    diriam alguns.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

O escudo do poeta


Poemas alheios

Arquíloco de Paros (680-645 a.C.),
a partir da versão em inglês
constante em seu
verbete na Wikipedia

O soldado trácio inimigo
com alegria admirava o escudo
que eu deixara para trás,
tão belo e conservado era.

Que isso importa
se em segurança logrei escapar?

Que se vá o escudo
outro melhor ainda
-quem sabe?-
qualquer dia hei de ter.



domingo, 7 de maio de 2017

A primavera que desperta



Poemas alheios


Meng Hao-ran (689 [?]-740),
a partir da versão em inglês
constante em 
por François Cheng

Sonolentos não notamos
a primavera que desperta.
Pássaros cantam em toda parte-
mas, à noite, cantavam vento e chuva.
Quantas pétalas caíram?




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...